O melhor de meu sentir
É viver sempre a sorrir
Feliz da vida … contente
Quem dera que a idade
Só trouxesse felicidade
Ao mundo … a toda a gente
Mas meu sentir tem revezes
E por isso, quantas vezes
Me sinto só e tão triste
Mas logo mudo o semblante
Dou amor ao “semelhante”
Já que em mim … amor existe!
Maria Zélia Gomes
06.08.2010
sábado, 12 de maio de 2012
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Tipo de Trenguice
Nostalgia,
Odette de Saint-Maurice
À Amizade - Soneto de Odette de Saint-Maurice
Ter um amigo é mais do que pensa.
É mais do que dizer - eu sou amigo!
Querer a alguém é dar-lhe sempre abrigo
nas horas más, na luta, na doença.
É repartir o bem que nos pertença
e achar amparo quando houver perigo.
Tal qual a esmola agrada ao mendigo,
ajuda a gente na amizade a crença.
Quando se estime, erga-se barreira
contra o egoismo, a dúvida, a inveja.
Dê-se ao Amigo nossa vida inteira.
Cultive-se a Amizade como flor.
Que a nossa alma saiba, sinta, veja,
que se é sincera, vale mais que amor.
Odette de Saint-Maurice
A Minha Hora
Que horas são? O meu relógio está parado,
Há quanto tempo!...
Que pena o meu relógio estar parado
E eu não poder marcar esta hora extraordinária!
Hora em que o sonho ascende, lento, muito lento,
Hora som de violino a expirar... Hora vária,
Hora sombra alongada de convento...
Hora feita de nostalgia
Dos degredados...
Hora dos abandonados
E dos que o tédio abate sem cessar...
Hora dos que nunca tiveram alegria,
Hora dos que cismam noite e dia,
Hora dos que morrem sem amar...
Hora em que os doentes de corpo e alma,
Pedem ao Senhor para os sarar...
Hora de febre e de calma,
Hora em que morre o sol e nasce o luar...
Hora em que os pinheiros pela encosta acima,
São monges a rezar...
Hora irmã da caridade
Que dá remédio aos que o não têm...
Hora saudade...
Hora dos Pedro Sem...
Hora dos que choram por não ter vivido,
Hora dos que vivem a chorar alguém...
Hora dos que têm um sonho águia mas... ai!
Águia sem asas para voar...
Hora dos que não têm mãe nem pai
E dos que não têm um berço p'ra embalar...
Hora dos que passam por este mundo,
De olhos fechados, a sonhar...
Hora de sonhos... A minha hora
- 'Stertor's de sol, vagidos de luar -
Mas... ai! a lua lá vem agora...
- Senhora lua, minha senhora,
Mais um minuto para a minha hora,
Mais um minuto para sonhar...
Saúl Dias, in "Dispersos (Primeiros Poemas)"
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