quarta-feira, 24 de junho de 2009

Assinem A Petição "Lagoa do Fogo - Basta!"

A Lagoa do Fogo - Ilha de S. Miguel, é, já aqui o disse, um dos meus Paraísos terrestres...
Por isso já assinei a petição, estando solidária com o Movimento Cívico "SOS Costa Norte".
Assinem Também
Obrigada!!!

Guimarães, Berço de Portugal

G U I M A R Ã E S

Aqui nasceu pequeno, mas pujante,

Um reino d' homens feitos de coragem

E que ao crescer, nobreza por linhagem,

Ousou, foi aguerrido, triunfante.

A Guimarães se vem, como em romagem,

Lembrar, de tempos idos, um Infante,

Que nunca, a qualquer rei, por humilhante,

Cedeu, nem mesmo à mãe, em vassalagem.

Daqui saiu, num tempo já distante,

Nos rumos do poente e do levante,

Qual génio perseguindo uma miragem.

E o nome - Afonso Henriques - fez gigante

Com feitos duma audácia deslumbrante,

Tornando gigantesca a sua imagem.

Vítor Cintra

No Livro: MURMÚRIOS

Dia de Guimarães - Dia 1 de Portugal!

Foi na Batalha de S. Mamede em Guimarães que Portugal nasceu, em 1128, foi a 24 de Junho, em dia de S. João, o dia primeiro da Nação.
O título que a Nação plenamente nos confirma é, por todas as razões, o primeiro e mais soberano distintivo que Guimarães coloca sobre o seu peito, e devemos afoitamente dizer que o tem honrado, pela inteligência, pela espada, pelo espírito de constância e a mais viva acção de amor e emoção, em nove gloriosos, por vezes difíceis, e sempre nobilíssimos séculos da vida nacional.
Os Vimaranenses, num espírito inalterável de amor à Pátria e à terra do nascimento de Afonso Henriques e de Portugal, veneram as muralhas deste milenário burgo e continuam a fortalecer os padrões avoengos que se recolhem no coração de todos os filhos de Guimarães.

Mamma Mia!

terça-feira, 23 de junho de 2009

S. João!!!

S. João milagroso,
É Santo casamenteiro;
Vamos hoje à sua festa
A ver quem casa primeiro.
Vamos ver nascer o Sol
Na manhã de S. João,
E então verás meu Amor,
Se eu te quero bem ou não.
S. João me prometeu
De me dar um bom marido;
Vou-lhe lembrar a promessa,
Pois o Santo é esquecido.
Ó meu rico S. João,
Casai-me, que bem sabeis;
O casar é aos quatorze
Eu já tenho dezasseis…
S.João casai-me cedo,
Enquanto sou rapariga,
Que o trigo sachado tarde
Não dá palha nem espiga.
Se as silveiras fossem penas
Na noite de S. João,
Quantas coisas escreviam
Essas penas pelo chão…
Se os ramos tivesses língua
E uma boca pr’a falar,
Dos amores desta noite
Muito tinham que contar.
Não te recordas, Maria,
Da noite de S. João?
Tu vias só as estrelas,
Eu as areias do chão…
O trevo de quatro folhas
Quem o encontrar tem fortuna;
Eu já o encontrei uma vez.
Não vi fortuna nenhuma.
Vou ao meio deste monte,
Vou colher o rosmaninho;
Pode ser que eu encontre
O meu amor p’lo caminho,
Ó meu S. João, de Deus,
Ouvi-me, que eu sou solteira;
Destinai o meu marido
Nestas folhas de oliveira.
O cravo junto da rosa
Mete bonita figura;
O rapaz sem rapariga
É como uma noite escura.
Olha o cravinho
Que atiraste ao S. João;
Caiu lá, tão direitinho
Que par’ceu combinação.
Ó meu rico S. João,
Tenho a boca com água;
Declarai o meu destino
Por quem hei-de ser amada.
Ó meu S. João, de Deus,
Amigo da brincadeira,
Destinai minha fortuna
Debaixo da travesseira.
Hei-de levantar-me bem cedo
Na manhã de S. João,
A ver se a minha alcachofra
Está florida ou não.