terça-feira, 26 de maio de 2009

Olá, Vizinho!!!

O conceito
A agitação da vida urbana hoje em dia fomenta o individualismo, o isolamento e a indiferença por aqueles que mais próximo de nós residem. Não conhecemos os nossos vizinhos, e não estimulamos as relações interpessoais. Algo tem de mudar!
Convidar os vizinhos para beber um copo ou partilhar uma refeição pode não resolver os problemas sociais, mas este simples gesto pode ser um princípio. Conhecer os vizinhos ajuda à coesão social, a uma melhor vida em conjunto e cria novos laços de solidariedade entre as pessoas.
O Dia Europeu dos Vizinhos tem lugar na última terça-feira do mês de Maio e visa combater a apatia permitindo o convívio. É uma grande oportunidade para as cidades e as associações de habitação social mobilizarem os habitantes, criando um espaço de encontro e de socialização. De seguida, caberá a cada cidadão organizar a sua própria festa, participando activamente.
A festa europeia dos vizinhos também oferece a possibilidade de reforçar os laços entre as cidades europeias, como geminações, ou através da nossa rede de parceiros. Na verdade, as trocas entre cidadãos europeus permite às cidades e associações de habitação social partilharem as suas experiência e boas praticas no que diz respeito à solidariedade entre vizinhos. Proporciona um sentimento de pertença comum e permite forjar uma identidade europeia baseada no convívio e na solidariedade.
Os objectivos
“Dia Europeu dos Vizinhos – A Festa dos Vizinhos” é uma ocasião para reencontrar os seus vizinhos e desenvolver laços de amizade, rompendo o anonimato e o isolamento que vem a aumentar nas nossas cidades.
Juntar os seus vizinhos numa mesa, entre as 20h e a 22h, no dia 26 de Maio de 2009 e aproximarem-se, é a palavra de ordem.
A edição de 2009 pretende em Portugal aumentar o número de municípios aderentes e com isso aumentar o número de cidadãos envolvidos no evento.
Juntando-nos assim a cidades como Bruxelas, Praga, Atenas, Geneve, Roma, Luxemburgo, Birmingham, Ljubljana, Manchester, Brême, Paris, entre muito mais.
História
A ideia da Festa dos Vizinhos nasceu quando Atanase Périfan e um grupo de amigos em 1990 criaram a associação "Amigos de Paris" (Paris d'amis) no 17º bairro da cidade francesa, de forma a aproximar e mobilizar as pessoas contra o isolamento.
::1999 A associação lança a festa dos vizinhos no 17º bairro de Paris, mobilizando 800 vizinhos.
::2000 Já com o apoio da Associação de Câmaras Municipais de Franca, 30 municípios aderem a esta ideia. Aproximadamente pelo país juntaram-se 500 mil pessoas ao evento.
::2001 O sucesso aumenta e passam a 1,2 milhões de pessoas a festejar a Festa dos Vizinhos
::2002 2,1 milhões de pessoas espalhadas pelos quatro cantos de França aderem ao dia.
::2003 Dá-se a internacionalização da Festa dos Vizinhos. Com a entrada da Bélgica e de 10 cidades. Esta edição permitiu reunir no mesmo dia 3.000.000 de participantes.
::2004 Com o magnifico sucesso da Festa, torna-se no Dia Europeu dos Vizinhos. Com a adesão de 7 países, com uma participação de 3.4 milhões de europeus.
::2005 Portugal estreia-se na participação do evento, juntando-se assim aos 15 países da União Europeia.
::2006 O número de países aumenta, bem como a sua internacionalização. O Canadá adere ao Dia dos Vizinhos. 22 países fazem com que 6 milhões de cidadãos festejem o dia com os seus vizinhos.
::2007 Portugal é convidado a organizar o evento a nível nacional, aumentando assim o número de cidades aderentes. A Festa dos Vizinhos, reuniu 10 mil pessoas em 200 festas espalhadas pelas 21 cidades aderentes, reuniram-se 7 milhões de vizinhos em 27 países.
::2008 A Festa dos Vizinhos, reuniu 21 mil pessoas em 250 festas espalhadas pelas 25 cidades das 28 entidades aderentes. 8 milhões de pessoas foi o numero total a nível europeu.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Dia Internacional das Crianças Desparecidas - Número Único

A partir de hoje é mais fácil pedir ajuda ou reportar um desaparecimento de uma criança em dez estados-membros da União Europeia, com a entrada em funcionamento da linha europeia para crianças desaparecidas (116000). Portugal foi o segundo país a adoptar esta linha, que se encontra em funcionamento desde Julho de 2008 e veio substituir o antigo número 1410.
O número 116000 está operacional 24 horas por dia, de forma gratuita e a nível nacional em Portugal, Bélgica, França, Grécia, Hungria, Itália, Polónia, Roménia, Eslováquia e Holanda.
Através do 116000, equipas constituídas por organizações não governamentais prestam apoio psicológico, jurídico e administrativo aos pais e crianças desaparecidas, assim como estabelecem o contacto com as autoridades competentes. Com este número, a sociedade civil é também chamada a participar através do fornecimento de informações acerca de um possível desaparecimento infantil.
Associado ao 116000 existem outros dois números: o 116111 destinado ao apoio a crianças, gerido pelo Instituto de Apoio à Criança, e o 116123 para apoio psicológico, mas que ainda não foi atribuído em Portugal.
De acordo com Alexandra Simões, coordenadora da Linha Europeia para Crianças Desaparecidas, em 2008 houve um aumento de situações reportadas (76 processos), embora isso não signifique um aumento de crianças desaparecidas. “Tivemos mais casos em relação aos anos anteriores mas pensamos que isso também terá a ver com a publicidade que recebeu quando foi lançado em 25 de Julho de 2008 quer também pela situação do desaparecimento das crianças belgas, quando o Instituto do Apoio à Criança promoveu a campanha de divulgação dessa situação. As famílias passaram a conhecer-nos melhor. Não existiram mais crianças desaparecidas. Tem sobretudo a ver com a participação”, garantiu.
Em termos de sucesso de recuperação de crianças, a percentagem mantém-se similar aos anos anteriores. “Quanto ao sucesso, a percentagem é a mesma. Permanecem crianças desaparecidas em situações de fuga e de raptos parentais transfronteiriços, A dai também a maior demora na localização dessas crianças e na articulação desses processos. Infelizmente nestes processos perdem-se crianças e essa é a nossa maior preocupação”. Alexandra Simões alerta para o facto de nem sempre a resposta ser a mais desejada. “Parece-nos que a resposta demora demasiado tempo para a criança e nesses espaços de tempo surgem os riscos, os abusos sexuais, a prostituição, a exposição a comportamentos desviantes e, em determinados casos, ainda surge a perda de vida destas crianças. Por isso, esta linha faz todo o sentido. É importante que os pais e as próprias crianças possam pedir ajuda”, disse.
Na apresentação da Linha Europeia para a Criança Desaparecida, José Magalhães, Secretário de Estado-Adjunto e da Administração Interna, referiu que o projecto só foi desenvolvido graças à parceria com o Instituto de Apoio à Criança, lembrando que “se não somos capazes de nos unirmos em torno das crianças, então, por favor, não seremos capazes de nos unirmos em torno de absolutamente nada”.
O secretário de Estado lembrou ainda que “o pesadelo que é o desaparecimento de crianças, assume em Portugal uma dimensão específica”. “Felizmente não estamos na vanguarda dessas estatísticas e faremos tudo para não estar. Em Portugal, as crianças desaparecem em número reduzido e reaparecem em número significativo”, referiu.
Na ocasião foi também referido que está em desenvolvimento o sistema alerta-rapto que irá funcionar como um sistema distinto mas complementar à Linha Europeia para Criança Desaparecida.
De acordo com Alexandra Simões, são “dois sistemas que se articulam e complementam. O número 116000 serve para dar resposta às famílias, às crianças e aos cidadãos para que numa situação desaparecimento (que envolve outras situações para além do rapto) possam receber apoio psicológico, social e jurídico gratuito. Serve para dar uma orientação e estabelecer uma complementaridade quando a situação ultrapassa as fronteiras”. Por sua vez, o sistema alerta-rapto irá permitir uma maior difusão de informação numa situação específica de rapto, de uma forma mais rápida e alargada, como é o exemplo da difusão de uma imagem.
Joana Nogueira/ Correio da Manhã

sábado, 23 de maio de 2009

"Xixi no Banho"

"Xixi no Banho" para poupar água
Uma das mais importantes ONG de defesa do ambiente do Brasil lançou na sexta-feira uma campanha publicitária inédita para poupar água, estimulando as pessoas a urinar durante o banho.
A Fundação SOS Mata Atlântica quer mobilizar as pessoas para a importância da preservação do ambiente e mostrar que uma descarga a menos por dia equivale a 4.380 litros de água potável por ano.
"Queremos chamar a atenção para uma questão importante como a da preservação ambiental e decidimos fazer uma brincadeira séria", disse o director da organização, Mário Mantovani. O responsável salientou que a campanha publicitária "Xixi no Banho" pretende mostrar, de maneira mais descontraída, como um simples acto pode contribuir com a preservação do ambiente.
"Vamos mostrar que quem não faz nada (pela preservação do ambiente), pelo menos, que faça xixi no banho", salientou. Somente em São Paulo, a maior cidade brasileira, o hábito de urinar no banho pode poupar mais de 1.500 litros de água por segundo.
A campanha sublinha que o acto é higiénico e não transmite doenças, uma vez que a urina é composta por 95 por cento de água e 5 por cento de outras substâncias como ureia e sal. A campanha será lançada na quinta edição do "Viva a Mata", uma feira de iniciativas e projectos em prol da Mata Atlântica, que decorrerá entre os dias 22 e 24 de Maio, em São Paulo.
"Em período de crise financeira, em que se ouve muito 'não' para tudo, este ano quisemos levar o 'sim' para o quotidiano das pessoas, incentivando que todos façam xixi no banho. O meio ambiente agradece a quantidade de água poupada em cada descarga, que chega a 12 litros", disse Mantovani.
Criada em 1986, a Fundação tem como objectivo defender os remanescentes da Mata Atlântica, floresta encontrada ao longo de todo o litoral brasileiro e a mais ameaçada de desflorestação do país.
in JN

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Mona Lisa, Versão Twitter

O quadro de Leonardo Da Vinci é um dos mais conhecidos do mundo. Só faltava chegar ao Twitter
Mario Klingemann decidiu fazer a sua própria interpretação da Mona Lisa. Em vez de pegar em tintas e numa tela, usou o computador para criar uma versão pixelizada da pintura mais famosa de Leonardo Da Vinci.
O resultado da experiência é um quadro que encantaria Picasso e que se tornou num sucesso na Internet. Com apenas 140 caracteres (o limite das mensagens do Twitter), Mario Klingemann criou uma reprodução do quadro original. Na sua página no Flickr, o artista explica como conseguiu fazê-lo. "Estou a usar caracteres chineses num formato de codificação UTF-8 que me permite enviar 210 bytes de informação nos 140 caracteres."
in ionline