sábado, 21 de junho de 2008

Mar Português

"Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu"
Fernando Pessoa

Chegou O Verão

Chegou o verão
Prendendo raios de Sol
Na folhagem das árvores
Que prometem frutos
Nas flores já desfeitas
Em rasantes voos
Velozes andorinhas
Procuram sustento
Imitando os humanos
Surfando no vento
E nos areais
Corpos em abandono
Combatem a solidão
Procurando um dono.
Joaquim Lisboa

Verão

O verão é limpo
Cheio de alegria,
Tem um cheiro harmônico
Que fica todo o dia.
Claro que, às vezes,
Nos leva à tristeza,
Pois as chuvas nesse período
Vêm fortes com certeza.
Os dias são lindos
Com paisagens geniais,
Diante delas ficamos silenciados
E nos tornamos imortais.
Para muitas pessoas
O verão é um horror,
Pois o suor é intenso
Mais isso não chega ao temor.
Prometo que daqui a diante
Só falarei do belo verão,
Sua face límpida
E que nos leva como um clarão.
Encerro esse desabafo
Que com amor fiz,
Espero que o verão fique feliz
E para isso vamos pedir bis.
Gabriel Nieva

sexta-feira, 20 de junho de 2008

E... Acabou O Sonho...

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Força Portugal!!!

Adeus Euro, Adeus Scolari, Adeus Sonho da Malta!!!

Postiga ainda deu alguma esperança ao marcar o segundo golo de Portugal aos 87 minutos. No entanto, foi uma noite negativa. Correu quase tudo mal. A equipa nem sempre pressionou, faltou o desequilíbrio individual e os remates raramente acertavam na baliza de Lehmann.

Ricardo até teve pouco trabalho. Fez poucas defesas porque nas raras ofensivas alemãs, quase sempre marcaram golo. Conforme disse Scolari, «no inicio do jogo, os alemães foram duas vezes à baliza portuguesa e marcaram dois golos».

No segundo tempo repetiu-se o problema da primeira parte. Portugal a pressionar e a Alemanha a marcar.

Ballack, aos 60 minutos, marcou na sequência de um livre, fez o 3 a 1, num lance contestado por Scolari porque o jogador alemão empurrou Paulo Ferreira. No inicio da segunda parte os jogadores da Alemanha deixaram de ser incisivos no ataque e os portugueses aproximaram-se mais da área de Lehmann. Só que, mais uma vez, os alemães foram mais eficazes. Ao contrário, Portugal fez vários remates mas poucas vezes acertou na baliza.

Scolari tentou virar o resultado. Primeiro, aos 61 minutos, substituiu Nuno Gomes por Nani e Cristiano Ronaldo foi para a zona central. Mais tarde, aos 72 minutos saiu Petit e entrou Postiga. Mas Portugal não teve força, saber e discernimento para ultrapassar a defensiva alemã. Apenas aos 87 minutos Postiga conseguiu marcar.

Na primeira parte, não foi muito diferente. Antes do intervalo, aos 40 minutos, Nuno Gomes recuperou da desvantagem e deu alguma esperança à equipa. Klose aos 26 minutos e Schweinsteiger aos 22 minutos foram os autores dos golos da Alemanha. Klose marcou na sequência de um livre e Schweinsteiger foi mais rápido do que Paulo Ferreira, recebeu um cruzamento de Podolski e fez o golo da Alemanha, aos 22 minutos, numa altura em que Portugal fez várias jogadas de perigo.

domingo, 15 de junho de 2008

E Aprendemos

Após um tempo,
Aprendemos a diferença subtil
Entre segurar uma mão
E acorrentar uma alma,
E aprendemos
Que o amor não significa deitar-se
E uma companhia não significa segurança
E começamos a aprender...
Que os beijos não são contratos
E os presentes não são promessas
E começamos a aceitar as derrotas
De cabeca levantada e os olhos abertos
Aprendemos a construir
Todos os seus caminhos de hoje,
Porque a terra amanhã
É demasiado incerta para planos...
E os futuros têm um forma de ficarem
Pela metade.
E depois de um tempo
Aprendemos que se for demasiado,
Até um calorzinho do sol queima.
Assim plantamos nosso próprio jardim
E decoramos nossa própria alma,
Em vez de esperarmos que alguém nos traga flores.
E aprendemos que realmente podemos aguentar,
Que somos realmente fortes,
Que valemos realmente a pena,
E aprendemos e aprendemos...
E em cada dia aprendemos.
Jorge Luis Borges
Trad. para Português de Luís Eusébio