quarta-feira, 30 de abril de 2008

Oração da Mãe

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Senhor, Meu Deus!
Eis-me aqui,
na Tua presença,
para Te agradecer o Dom de ser Mãe.
É uma graça imensa,
que não posso entender totalmente.
Curvo-me, reverente, sob este mistério,
como fez Maria, a Mãe das Mães.
E tento viver, com a Tua graça,
esta Missão à qual me chamaste.
Agradeço-Te, ó Bom Pai,
pelas alegrias que meus filhos
semeiam em meu viver,
e pela coragem que me tens dado
para enfrentar os momentos difíceis:
as incompreensões, as rebeldias,
as doenças, as provocações..
Em outras palavras...
Obrigada pelas cruzes que,
com Tua força,
pude assumir e abraçar.
Elas engrandeceram a minha Fé!
E aprendi que ter problemas na vida
não significa ter uma vida infeliz!
É possível vencer muitas batalhas,
pondo os joelhos no chão
e a vida em Tuas mãos.
Obrigada Senhor pela minha família,
ela completa minha existência.
Permite a harmonia nas nossas diferenças,
para que possamos, dia-a-dia,
construir nosso lar, nossas vidas.
Abençoa Senhor
o Pai dos meus filhos.
E inspira-me a ser Mãe
segundo o Teu coração.
Amém.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Se

Se és capaz de conservar o teu bom senso e a calma,
Quando os outros os perdem, e te acusam disso
Se és capaz de confiar em ti, quando de ti duvidam
E, no entanto, perdoares que duvidem
Se és capaz de esperar, sem perderes a esperança
E não caluniares os que te caluniam
Se és capaz de sonhar, sem que o sonho te domine
E pensar, sem reduzir o pensamento a vício
Se és capaz de enfrentar o triunfo e o desastre,
Sem fazer distinção entre estes dois impostores
Se és capaz de ouvir a verdade que disseste,
Transformada por velhacos em armadilhas aos ingénuos
Se és capaz de ver destruído o ideal da vida inteira
E construí-lo outra vez com ferramentas gastas
Se és capaz de arriscar todos os teus haveres
Num lance corajoso, alheio ao resultado
E perder e começar de novo o teu caminho
Sem que ouça um suspiro quem seguir ao teu lado
Se és capaz de forçar os teus músculos e nervos
E fazê-los servir se já quase não servem
Sustentando-te a ti, quando nada em ti resta,
A não ser a vontade que diz: Enfrenta!
Se és capaz de falar ao povo e ficar digno
E de passear com reis, conservando-te o mesmo
Se não pode abalar-te amigo ou inimigo
E não sofrem decepção os que contam contigo
Se podes preencher todo o minuto que passa
Com sessenta segundos de tarefa acertada
Se assim fores, meu filho, a Terra será tua,
Será teu tudo o que nela existe
E não receies que te o roubem.
Mas (ainda melhor que tudo isso)
Se assim fores, serás um HOMEM.
Ruyard Kipling

domingo, 27 de abril de 2008

Se

Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.
Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.
Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.
De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.
Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!
Rudyard Kipling