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sábado, 3 de novembro de 2007

Cientistas Encontram Ligação Entre Herpes E Alzheimer

Vírus do herpes pode contribuir para a doença
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, sugere que o vírus do herpes está ligado à doença de Alzheimer. Em testes realizados em laboratório, uma equipa de cientistas infectou uma cultura de células cerebrais com o vírus do herpes, HSV – 1, e verificou um aumento surpreendente da quantidade da proteína beta amilóide, que está presente nos cérebros de pacientes com Alzheimer. Segundo o estudo, divulgado pela BBC, a proteína beta amilóide deposita-se em placas, causando a destruição dos neurónios. Numa experiência paralela, os investigadores examinaram partes dos cérebros de pacientes que morreram de Alzheimer e encontraram o material genético do vírus da herpes acumulado sobre as placas da proteína beta amilóide. Além disso, pesquisas anteriores já haviam indicado que o vírus HSV-1 se encontrava nos cérebros de 70 por cento de pacientes com Alzheimer. O estudo, publicado na revista científica “New Scientist”, refere que a descoberta poderá abrir caminho para a criação de uma vacina contra a doença de Alzheimer. «A Alzheimer é causada por vários factores e a nossa pesquisa indica que uma série de mutações genéticas e o vírus da herpes podem estar contribuindo para a doença. No futuro, as pessoas poderão ser imunizadas contra o vírus HSV-1, o que poderia ajudar na prevenção da doença degenerativa», explica Ruth Itzhaki, líder da pesquisa.
in Sapo Saúde

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Altura Na Idade Adulta Afecta Qualidade De Vida

Um estudo britânico revela que as pessoas baixas consideram ter pior saúde física e mental do que as pessoas com um tamanho considerado normal
O estudo demonstra que quanto menos altura se tem, menos qualidade de vida se acredita ter. O estudo, publicado na revista na Clinical Endocrinology, usou dados de 14.416 inquiridos no âmbito do Health Survey for England de 2003, realizado pelo Departamento de Saúde do Reino Unido. Durante o estudo, os participantes preencheram um questionário relacionado com a sua qualidade de vida e uma enfermeira mediu as alturas. Investigadores liderados pelo economista dinamarquês especializado na área da saúde Torsten Christensen usaram os dados para procurar uma relação entre altura e qualidade de vida, que combina dados fisiológicos, físicos e de bem-estar social. O questionário não mediu quão boa é efectivamente a saúde de uma pessoa, mas quão boa a pessoa pensa que a sua saúde é. Os participantes foram inquiridos sobre cinco áreas relacionadas com o bem-estar, como a mobilidade, cuidado consigo próprio, actividades usuais, dor/desconforto e ansiedade e depressão. Os investigadores relacionaram os resultados obtidos com os efeitos de outros indicadores de qualidade de vida, como a idade, género, peso corporal, doenças prolongadas e classe social. Os resultados realçam que quanto mais baixas são as pessoas, mais baixa é a classificação que atribuem à sua qualidade de vida. As pessoas nas categorias de menor altura (menos de 1,62 metros para os homens e de 1,51 metros para as mulheres) são as que afirmam terem experiência de mais baixa qualidade de vida, quando comparadas com as respostas de pessoas mais altas. Os resultados permitem calcular que as pessoas de baixa estatura poderiam ver a sua qualidade de vida aumentada em 6,1 por cento se a sua altura subisse sete centímetros nos homens e seis nas mulheres. A baixa estatura pode resultar de um desenvolvimento normal, mas também pode ser provocada por uma série de doenças, como uma deficiência na hormona do crescimento ou sindroma de Turner. O tratamento de crianças nestas condições com hormonas do crescimento pode aumentar a sua altura quando adultos em, aproximadamente, 4 a 10 centímetros. Estudos anteriores não tinham estabelecido claramente qual o impacto deste aumento de altura na qualidade de vida dos pacientes. Os resultados deste estudo mostram que qualquer pequeno aumento na altura de crianças com baixo percentil de altura pode ter um grande impacto positivo sobre quão boa eles consideram a sua saúde quando forem adultos. «Sabemos que as pessoas baixas têm maiores dificuldades do que as pessoas com altura normal em áreas da sua vida como a educação, o emprego e as relações, mas a relação entre altura e bem-estar psicossocial ainda não foi compreendida», disse o investigador Torsten Christensen. «Com esta amostra, representativa da população do Reino Unido, descobrimos que as pessoas mais baixas experimentam mais baixo bem-estar fisico e mental do que as pessoas mais altas e os nossos resultados também indicam que esta relação é mais forte quanto mais baixa for a pessoa», acrescentou. Embora o estudo não demonstre que a baixa estatura provoca directamente uma redução da saúde física e mental, realçou Christensen, o trabalho indica que as pessoas baixas são mais susceptíveis de sentirem uma experiência inferior relacionada com a saúde e a qualidade de vida. «No entanto, é agora necessário prosseguir a investigação para esclarecer a relação exacta entre as alterações na altura e na saúde relacionadas com qualidade de vida», concluiu.
Lusa / SOL

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Filhos De Doentes Com Cancro Sofrem De Stress Pós-Traumático E De Problemas Emocionais

Os adolescentes filhos de doentes com cancro sofrem sintomas de stress pós-traumático e de problemas emocionais, cognitivos e de comportamento, revela um conjunto de estudos apresentados hoje na Conferência Europeia do Cancro (ECCO 14), em Barcelona Apesar de existirem estudos sobre os efeitos psicológicos causados por um cancro no doente e no cônjuge, esta é a primeira vez que se analisam os sintomas de stress pós-traumático (PTSS, na sigla em inglês) em filhos adolescentes de pacientes.Nem todos os doentes com PTSS desenvolveram efectivamente stress pós-traumático, mas os sintomas originavam mais tarde problemas emocionais, como insociabilidade, doenças físicas, ansiedade ou depressão, e problemas de comportamento como acções agressivas ou de conflito.Os problemas de comportamento nos adolescentes com mais PTSS eram evidentes no princípio do estudo, mas tendiam a desaparecer com o passar do tempo, enquanto que os problemas emocionais pareciam persistir.Num dos estudos, dirigidos por Gea Huizinga, investigador do Centro Médico Universitário de Groningen, na Holanda, foi examinada a prevalência dos PTSS e dos problemas emocionais e de comportamento em 49 adolescentes durante o primeiro ano após o diagnóstico de cancro num dos seus pais.As crianças e cada um dos pais em separado responderam a um questionário em três ocasiões, aos quatro meses após o diagnóstico, aos seis e aos 12 meses.Foi detectado que 29 por cento dos adolescentes apresentavam níveis de PTSS clinicamente elevados e precisavam de ajuda psicológica após o diagnóstico.A proporção de entre eles que sofria de sintomas baixou 16 por cento na segunda avaliação e cerca de 14 por cento na terceira.Os níveis de PTSS logo após o diagnóstico do progenitor foram comparáveis aos revelados por adolescentes entrevistados entre um a cinco anos após o diagnóstico do progenitor num outro estudo realizado pela equipa holandesa.«Juntos, estes estudos sugerem que os PTSS relacionados com o cancro de um dos pais flutuam no tempo, reduzindo-se durante ao primeiro ano após o diagnóstico e reaparecendo nos anos seguintes», sugere Gea Huizinga.Um dos resultados mais importantes de um último estudo referia-se à consciência dos pais sobre a magnitude do efeito nos filhos do cancro num progenitor, constatando que os pais consideram que as crianças com níveis mais graves de PTSS tinham menos problemas a nível emocional, cognitivo e de comportamento do que os declarados pelos próprios adolescentes.«Os resultados poderiam indicar que os progenitores doentes, e sobretudo o seu parceiro, subestimam o nível de problemas emocionais e de comportamento das crianças com sintomas mais graves de PTSS», considera Gea Huizinga.Apesar da sua própria doença, o pai com cancro era, mesmo assim, mais capaz de detectar a angústia dos filhos com distúrbios especialmente graves.O cônjuge do doente tendencialmente não observava nenhum problema nos seus filhos durante o período imediatamente a seguir ao diagnóstico, mas começava a detectar dificuldades no ano seguinte.«Parece que os progenitores doentes são mais capazes de avaliar a situação», explica Huizinga, acrescentando que «podem estar mais atentos do que os seus cônjuges às mudanças de comportamento dos seus filhos devido a um sentimento de culpa pela sua própria doença». «Também é possível que os cônjuges sejam menos sensíveis aos sentimentos dos seus filhos porque frequentemente trabalham fora de casa ou estão mais dependentes do bem-estar do seu parceiro com cancro, das suas próprias emoções ou do aumento das suas tarefas domésticas», realça.O estudo também descobriu que os filhos com mais PTSS tinham mais problemas emocionais e de comportamento e vice-versa, o que sugere que as crianças que já têm problemas psicossociais têm mais dificuldade em assumir o cancro do seu progenitor do que as crianças com um bom desenvolvimento psicossocial.Os sintomas de stress pós-traumático incluem recordações recorrentes e desagradáveis que provocam angústia, assim como evitar pensamentos, sentimentos ou conversações negativas.«Os profissionais médicos devem tomar consciência da prevalência dos PTSS nos filhos de um progenitor com cancro», disse Huizinga, aconselhando que «os pais e em especial os cônjuges de pacientes com cancro poderiam ser ajudados com informação sobre as reacções dos filhos e sobre a maneira de procurar ajuda profissional, se for necessário».
Lusa/SOL